Como está sua capacidade de comunicação?

Comunicação - Ação comum de comunicar


Nossas ações, comportamentos, comunicam mais que nossas palavras.
Para se comunicar com eficiência é necessário estar em sintonia conosco e com quem queremos comunicar.

Quando queremos comunicar algo a alguém, devemos passar a informação primeiro pelas 3 peneiras:

  1. A peneira da Verdade - O que quero falar é realmente verdadeiro? Ou ouvi de outras pessoas?
  2. A peneira da bondade - O que quero falar é bom?
  3. A peneira da Necessidade - É necessário que eu fale?

A irmã Ana Lúcia nos propõe passar a informação pelas 3 peneiras antes de falar de algum assunto, segundo a antiga história de Sócrates. Se caso nas perguntas acima as respostas forem negativas, ou seja, não é verdade, nem é bom, nem é necessário, é melhor que nos calemos.
O Padre Ferraro acrescenta uma quarta questão: É conveniente?
Ou seja, a informação naquele momento pode até ser verdadeira, boa e necessária, mas a ocasião pode não ser propícia o que pode causar ruídos de comunicação e dificultar o entendimento.

Ruídos de Comunicação, pode ser entendido, tanto como barulhos externos, no local onde está acontecendo a comunicação, como também na visão de mundo da outra pessoa, que seriam os ruídos internos. Tudo isso prejudica a comunicação. (Em outra ocasião, falaremos mais sobre os ruídos na comunicação).

Hoje, em pleno avanço tecnológicos, nos deparamos com uma montanha enorme de possibilidades de comunicação: TV, rádio, telefones fixos e celulares, além da internet, com uma possibilidade ilimitada de contatos, através das redes sociais que crescem cada dia mais. Contudo a capacidade real de comunicação está deteriorada. Há uma incapacidade enorme de entendimento mútuo. A internet, como a TV, passou a ser fonte de confusão e desinformação.

O correto na comunicação seria passar uma informação de modo tão exato quanto possível.
Porém ela acaba passando pelo filtro de nossa percepção.
As palavras podem ter significados diferentes para cada pessoa, dependendo da sua visão de mundo.
Temos muita dificuldade em ouvir. É  custoso para nós, ouvir sem "pré-conceitos" e sem tentar influenciar-nos mutuamente.

Cada um de nós, procuramos defender nossas opiniões sem nos importarmos se eles são verdadeiros e coerentes. Funciona assim: Quando expomos uma ideia, expressamos algo que já pensamos antes e formamos uma concepção dentro de nós. Isso pode não ser verdade ou outra pessoa pode ter uma idéia diferente e aí entra o confronto: quando nos fechamos em nossa convicção e não nos abrimos a algo novo, diferente.
Nós nos engamos muito durante uma ato de comunicação quando:

  • Achamos que o outro é o único que tem pré-conceitos. Nós também temos e julgamos, não pela verdade, mas pelo que nós acreditamos;
  • Achamos que o outro é o único que não ouve. Nós também não ouvimos e atropelamos tudo.
  • Achamos que outro é o único que quer ser o dono da verdade. Nós também queremos ser os donos da verdade.

Dialogar é comunicar através da palavra. Fazer com que a palavra circule através de mim até o outro gerando algo novo.
Diálogo não é Discussão, não é raquetear, não é eu ganho e você perde.  Diálogo é uma ato de ganha ganha, onde se gera novos conhecimentos, novas idéias, novos relacionamentos.

Um outro ponto de extrema importância no processo de comunicar é o feedback (retroalimentação).
Perguntar ao outro se ele entendeu o que queríamos dizer. Se a informação foi recebida. Se ele tem algo a acrescentar.
É isso que eu peço a vocês agora. Dê uma feedback deste artigo. É importante para mim.


Este artigo é um relato da palestra da Irmã Ana lúcia em assembléia na paróquia Nossa Senhora Auxílio da Humanidade, no dia 04/12/2011.

Gostou? Comente.
Não gostou? Comente também.


Boa semana a todos. 





Um comentário:

  1. Silvana querida, se não passarmos as informações nas três peneiras, pode não ser informação, e sim fofoca, mentira, calúnia e outra tantas coisas que ofendem as pessoas.
    Beijão querida!!!

    ResponderExcluir

Me ajudem a melhorar, preciso saber o que vocês acharam.
Fiquem à vontade.